Tive alguns progressos:
-Há dias vejo "105 kilos" na balança.
Li que muitas mulheres que não tiveram seus ovários retirados, relataram sintomas como: fadiga, “ganho de peso”, dores articulares, alterações urinárias e “depressão”, após essa cirurgia.
Fiz a “Histerectomia abdominal”. A necessidade dessa operação foi porque meu útero estava com um volume grande (3 vezes maior que o normal) para uma mulher de 40 anos com 2 cesárias, Também tinha 2 miomas pequenos.
Deu tudo certo, e encerrei a possibilidade de ter filhos, ou ter um câncer de útero. Demorou 1 mês, porque tive que fazer vários exames pré cirúrgico, e como a minha nova ginecologista só opera as 3ª feira. Foi no tempo de Deus, pois consegui deixar tudo em ordem, antes de começar o repouso. Agora nenêm aqui em casa, só os "netinhos". (risos)
Internei dia 30 de Setembro, às 8:00h, com 106,2kg e dia 02 com 108,3kg tive alta, demorei uns 4 dias para desinchar. Sinceramente pensei que saíria do hospital mais magra. (rsrsrs)
Enquanto estava internada no hospital, sendo muito bem cuidada por sinal, tinha dores como qualquer cirúrgia deste porte.
Ao voltar para quarto vomitei bastante (coisa que eu não lembro de fazer nessa minha vida) , mesmo estando mais de 12 horas de jejum. Não pude levantar a cabeça por não sei quantas horas, pois tomei a anestesia “raquidiana”; e muito menos comer ou beber. De madrugada chamei o "hugo" de novo, pois tinha uma azia horrorosa...Foi uma noite bem sofrível para mim, mas manti a classe, não fiz escândalos, e nem chorei!
Eu e minha companheira de quarto dormimos pouco (ela fez uma cesariana as 9:00 da manhã daquele dia, e eu operei as 16:00h ) e o mais novo visitante do quarto, o Miguel, não deu nenhum trabalho. Já chegou mamando...Um bebê tranquilo como a mamãe de 1ª viagem, Poliana, nos auge dos seus 21 anos.
Na manhã seguinte, após o café da manhã, tomei banho e comecei a andar pelo quarto. Um alívio, se livrar daquela sonda, dos soros e da camisola do hospital. Só continuei com o acesso na veia para tomar os medicamentos.
A minha ginecologista era também a médica da Poliana. Quando a Dra. Gislaine passou em visita no nosso quarto às 10:30h, ela deu alta para a nova mamãe (No meu tempo, ficávamos no mínimo 2 ½ dias no hospital) que teve uma boa reabilatação. Quanto a mim, ela disse que a minha cirúrgia deu trabalho, pois meu útero, além de grande estava escorregadio, molenga e com pontinhos pretos. Ela me explicou, mas não captei como ele, o útero, chegou nesse final de vida útil assim, tão acabadinho!
Quando a cirúrgia começou, o anestesista me colocou para dormir, (eu pedi para colocar ) e eu não vi o tempo passar, ao longe eu escutava um diálogo entre os médicos dizendo:
Médicos são profissionais abençoados...Eles ficam por horas com a "nossa vida" literalmente nas mãos...
Só tenho a agradecer a Drª Ana Gislaine e sua equipe, e também as enfermeiras, as copeiras, as higienizadoras, a nutricionista, a assistente social, as voluntárias, o moço que empurrou a minha cadeira de rodas ao sair, e a todos que me trataram tão bem no hospital da Unimed, e fizeram da minha estádia de ser suave e acolhedora.
Eu também estou de parabéns, fui uma menina boazinha, obedecia a tudo, sem reclamar. Só ficava meia cabreira quando andando pelos corredores e segurando a barriga por causa dos pontos ( foi corte de plástica, os pontos são absorvidos pelo organismo, não precisa tirar ) as pessoas que passavam por mim perguntavam se eu era uma recente mamãe. – rsrsrs. Porque a minha barriga estava de 9 meses com nenêm ( gêmeos) dentro.
Antes "de internar" eu assumi que começaria emagracer, aproveitaria "os jejuns , as lavangens, e a dieta suave" para pegar o embalo. Mas sinceramente, quando cheguei no quarto e fui transportada da maca para cama por um suporte que me lembrou um guindaste pneumático ( não sei se é porque sou gorda, mas eles não fizeram aquele 1,2,3...De pegar no lençol ) me senti uma “baleia” num capturada por um návio pesqueiro! Ali eu decidi, tenho que emagrecer, pois estava com vergonha mesmo.
No segundo dia fiquei sozinha no quarto ( não incomodei ninguém com meu ronco ), dormi bem e não tinha dores, no outro dia às 13:00hr, numa 5ª feira calorenta, fui para casa. Que delícia!!!
Nos dias que se seguiram tive dores horrorosas, quase pedi para voltar para hospital...Parecia que os remédios não estavam dando conta. Só ficava deitada, pois quando levantava para ir ao banheiro (meu único passeio) eu tinha a impressão que os meus orgãos estavam se gladiando dentro de mim, para ver quem ficava com o espaço vago. Não gosto nem de lembrar...Coitado do meu marido, ajudar a levantar da cama todo este peso!!! Se fosse mais magra aposto que minha recuperação seria menos dolorida.
No domingo começou a melhorar um pouco, mas as dores persistiram muito forte na primeira semana, na segunda já ficava mais sentada e não con tanta dor aguda, na terceira as dores desapareceram, só quando levanto, deito, faço o n° 2, e espirro é que dói! E claro, quando gases aparecem, parece qu evou párir um 3° filho, mas logo passa.
Hoje faz 18 dias, e a dor está parecendo, finalmente como de uma cesária, mas quando alguém afirmar que uma "histerectomia é igual a uma cesariana, mas sem nenên" é mentira! De igual só buraco que é aberto.
Segundo ordens médicas e eu estou obedecendo....São 45 dias de repouso, sem carregar peso, sem fazer esforço, sem dirigir, caminhar, etc...Minha médica (e ficarei com ela porque é um amor de pessoa ) liberou uma caminhada leve quando completar 30 dias para ajudar no emagrecimento, dia 05/11 passarei em consulta para avaliação e se estiver tudo bem, estarei de volta a vida ativa!!! Porque por enquanto estou só no “deita, levanta, senta um pouco, come, e dorme”. (risos)


3 comentários:
To aqui contigo, môbem!!!
Beijinhos
oi priminha desejo toda a sorte do mun do e pé na tabua
Puxa amiga... uma senhora trajetória, hein?!
Mas ainda bem que você está bem!!! Afinal, cirurgia desse porte é pra derrubar qualquer um! E você veio que veio para resolver sua vida!!
É por isso que eu te admiro!!!
Estou aqui pro que der e vier! E conto contigo, viu?!
Beijinhos
Postar um comentário