Eliminei 200gr, daqueles 1,500kg que ganhei no último mês, ou melhor, do último Desafio, que participei. Nesses dias tive “pequenas” vitórias, mas não estou fazendo nem 9% de RA. Como diz minha querida Luana... O trem descarrilou!
Estou para completar um mês sem fazer exercícios, leia-se “caminhada”, e o resultado não poderia ter sido outro... Uma “engorda” fora de época. (risos)

Sou apaixonada por essa história, que mistura o real com sobrenatural, a ficção com historia, o amor com a guerra...
Fico emocionada porque regressa ao passado da minha terra... Fala da luta do povo gaúcho que em 1835 já protestava contra o Império, e pedia a libertação dos escravos.
Se bem que nasci na Serra Gaúcha, um pouco distante dos locais dominados pela guerra naquela época. (risos) Mas se eu pesquisar bem, minha mãe tem sobrenome “Ferreira”, ela é nascida na cidade de São Lourenço do Sul/RS, cidadezinha que tem um pequeno porto junto ao rio São Lourenço, que já servira à esquadra comandada por Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha, e que fica na microrregião de "Pelotas", onde viveu “Manuela de Paula Ferreira ” sobrinha de "Bento Gonçalves" que narra a história. Vai que somos parentes. (risos)
Minha vó paterna mora em Lages/SC cidade para onde as tropas republicanas fugiram depois da derrota em Laguna/SC, cidade onde Giuseppe Garibaldi surrupiou a Anita Garibaldi de seu marido, cidade essa que meu tio Pantaleão ( que nome não? ) nasceu...
Viu?! Não estou de toda errada ficar remexendo na árvore genealógica na família... Afinal como às mulheres daquela família, que se dedicam ao amor, mesmo que não correspondido, e que esperaram por 10 anos na pobre rotina da espera para terem suas vidas de volta. Se bem que algumas delas não as tiveram.
Quando Manuela narra que a vida na “Estância” era regrada no tempo de comer, de dormir, e rezar para amenizar uma espera de 10 anos, me sinto como eu estivesse ali, naquela pasmaceira de vida. (risos)
Eu não sei quem tinha razão, os Imperialistas ou os Republicamos, mas apesar da revolução ter terminado em frangalhos, ou melhor, em farrapos, tenho orgulho em saber que meu povo não foge de uma peleja, que de todas as revoluções existentes no Brasil Império, essa foi a pedra do sapatinho do D. Pedro. Somos um povo que cultiva as tradições, que respeita a data “20 de Setembro”.
A minissérie apresentada pela Rede Globo não é “tão” fiel ao livro, mas em minha opinião foi até agora a melhor exibida na televisão.
Que presente aos olhos ver aquelas paisagens do pampa gaúcho... Ouvir falar da “pessegada”, da “compotas”, “ambrósia”, do “charque”, do chiripá, do “capão”, da “sanga”, da “campanha”, da “chimarrita”, do “mate”, do “Minuano”, do “buenas”, do “Rio Camaquã”, e de “usted”...
Eu não conheço a cidade de Pelotas, quero conhecer, pois além dos tradicionais doces (maravilhosos) da cidade, as “charqueadas” ( fazendas que produzem o charque, conhecido aqui como “carne seca”) mostradas na minissérie ficam naquela região...Eu quero passar por lá para fazer parte da história.
Outra coisa que eu gosto ao ler são os nomes importantes da “Revolução Farroupilha.”, (mas ai eu lembro mais da minha professora de história.) Todos eles (quase todos ) , heróis ou não, são nomes de ruas em Porto Alegre. (e em outras cidades).
Eu adorava dizer para motorista de táxi, quando saia da minha casa para ir a algum lugar do lado oposto:
-O senhor suba a “Lucas de Oliveira”...
Ou quando ia ao trabalho da mãe, que ficava na R. “Corte Real”, a última agência do Bradesco que trabalhei em P. Alegre ficava na Avenida “Bento Gonçalves”, e sempre era caminho para algum lugar passar na R. “Teixeira Nunes”, na “Anita Garibaldi”, “Davi Canabarro”, “Gal. Netto”, entre outros...A Av “Farrapos”, que eu sempre achei condizente ao nome, (Meio acinzentada, meio triste, meio esfarrapada) , mas era por ela que chegávamos na cidade, e a ação de chegar ou partir sempre pode ser colorida, ou cinza, alegre ou triste, esfarrapada ou inteira...
Mas isso foi há 20 anos quando eu morava aonde sopra o “Minuano”. E por falar em anos, quando aos nove anos de idade morávamos na Av. “Duque de Caxias”, próximo do “Palácio Piratini”. Sede da Republica Rio Grandense em 1935, e hoje Sede do Governo do Estado.
Não sei por que não fiz faculdade de História ou Turismo, pois adoro viajar nessas coisas...
Toda literatura gaúcha é para mim muito especial, e tenho um carinho especial pela do “O Tempo e o Vento” de Erico Verrísimo...A força e a solidão de Ana Terra , mais o amor de Bibiana pelo Capitão Rodrigo me emociona, mas isso é outra história.
Após o término da leitura o Rio Grande do Sul está muito vivo no meu coração. Que saudade da minha terra, que vontade de rever os amigos, os familiares, meu irmão, meu chão e tudo mais que me deixa saudosa de um tempo em que eu deveria ter aproveitado mais...
Quando eu morava lá eu nem ligava muito para essas coisas “de raízes” (será a idade?) eu queria mais era vir morar na grande metrópoles “São Paulo” onde tudo chegava primeiro, onde estava a parte querida da família, e onde morava o meu amor...( ainda estou com o ar romântico da Manuela )
Beijos.





