Olá pessoal!
Novo peso: 96.900k.
Aumentei o peso, uma lástima, porém não vou arrancar os cabelos! Como sei onde errei, vou corrigir. Vou deixar minha bonequinha de castigo, não para trás, ficará parada como poste de castigo, pois no máximo semana que vem vou recuperar o preju. Vou ter trabalho! Mas não desisto.
Fui uma “menina má”, em sete dias cometi quatro dietacídio, e ontem tiro de misericórdia foi um Big Mac e seus acompanhantes, e um Mac Colosso de troco...Quase tive um orgasmo quando coloquei aquela calda quente de chocolate na boca...Eu adoro tudo aquilo!!! Porém, tenho plena consciência que isso tem que ser evitado ao máximo.
A extravagância não foi de livre e espontânea vontade, ontem almocei com uma amiga, da faculdade. Ela queria muuuuuuiiiiiiiito lanchar no Mac Donald’s, eu até argumentei, mas ela me convenceu quando disse:
-Ai, Andréa, só hoje, um momento especial, nós merecemos!
-Vale-me Deus! Que eu não sei dizer “não” para uma amiga...
Foi um delicioso encontro, colocamos as novidades em dia, adorei ver seu crescimento profissional, e mais uma vez ter a certeza de quem tem amigos não morre pagã.
Quem trabalha, colhe os frutos...(Ou será quem planta?)
É incrível o poder de uma amizade, mesmo sendo mais nova que eu, a Michelle Daiane me proporciona esperança, quando a encontro. Ela me incentiva, pois acredita em mim. Seu carinho para comigo espanta os fantasmas da insegurança que me assombra. Voltei para trabalho recarregada de esperança, liguei para meu amigo César que me apoiou em tudo, e no almoço de hoje com a outra amiga, a Valéria, fechou. Com amigos assim, tenho fé que vou conseguir. Acho que Deus me deu amigos assim para equilibrar com a falta de apoio que tenho em casa, leia-se marido e filha. Xô, desânimo, a quarentona aqui, tá na área.
Boiando no que escrevi acima? Explico:
Já trabalhei em diversas áreas, aliás, trabalho desde 16 anos, mas até hoje não me realizei. E olha que sou abençoada, pois sempre trabalhei “aonde” queria e na função que “escolhia”, só não tive sorte com o salário. (risos)
Tudo começou na Academia de Música do Mr. Wolff (sim, meu pai é músico...) eu era sua “Secretária Jr ”. Depois achamos melhor eu trabalhar “longe dele”...Então ele me perguntou:
-O que tu sabes fazer, filhota? ( no sotaque gaúcho)
Respondi: Bater a máquina e somar na calculadora (risos)
-No que tu gostarias de trabalhar?
Respondi: Num banco, pois gostava de dinheiro. (até hoje)
Pai mexeu as cordinhas do seu violão e meu primeiro “emprego de verdade” foi no Banco Bradesco. Aos 17 anos eu era “Moça Bradesco”, adorava! Ficava de lá pra cá desfilando no salto 15, ajudava as pessoas, me irritava com outras, sorria e dava boas vindas a quem chegava ao estabelecimento.Houve uma senhoria que sempre no dia do pagamento de sua aposentadoria me trazia “bolinhos fritos” (risos) Um amor! Como eu era esbelta podia comer de um tudo... Tempo bom, nessa idade eu já tinha o espírito de liderança... Até hoje não posso ver uma fila, que quero organizar.
Depois passei a “Escrituraria” e, fui promovida a “Caixa”...Ser caixa, foi uma experiência chata...Eu sempre comento: Não tente me prender, não limite meu espaço, tenho claustrofobia e sou Sagitariana, amo a liberdade e aventuras. Quando trabalhei como caixa, tinha que pedir até o copo de água, não podia abandonar o “Box”... Era eu, o terminal e a fila... Que tinha que andar rápido, por isso nem dava pra bater um papinho com o cliente. E pra fazer xixi então? Chama supervisor, fecha caixa, vai correndo, volta rápido... Cuidado pra não dar diferença! Aquele limite de espaço me fez querer mudar de ares... Queria trabalhar em empresa, ter a minha mesa com radinho, telefone, e a hora do cafezinho. Mas trabalhar no quê? Se eu só sabia atender...
Bom eu gosto de pessoas... Pensei com 19 anos... Então quero cuidar do bem estar delas. Procura daqui, pergunta dali, eis que consigo uma vaga no Dep. Pessoal, como “auxiliar de escritório”... Em um ano estava enjoada de escutar as reclamações dos funcionários, arquivar currículos, chamar a atenção do pessoal... E quando um pai de família era demitido, eu chorava no banheiro, ia para casa derrubada, triste. Revoltava-me com o salário de certas pessoas que não faziam nada e ganhavam muito, e de outras que faziam muito e não ganhavam nada. Quantas vezes fui enganada na entrevista quando o canditado dizia que era seu sonho estar ali...E tempos depois reclamava que aquilo era um pesadelo...A gota d’água, foi quando eu grávida de 7 meses estava na sala de espera do hospital particular do qual tínhamos convenio...Quando vi um funcionário que estava na experiência entrando numa consulta...Ele fingiu que não me viu, na hora não me toquei, no outro dia comentei com minha chefe, então pensamos juntas, mas como se ele não tem convenio? Investiga daqui e dali, descobrimos que ele pegou a carteirinha de um colega, falsificou e passou como se fosse o próprio...Deu o maior forró-bodo...Justa causa para os dois! E como eu estava na cena do crime, logo eles perceberam que era eu a delatora. Fui ameaçada, de perder o filho que esperava, pois poderia cair na rua...Jésus amado...Fiquei em choque, chamei o guarda e tive uma crise nervosa. Ui, lidar com RH não dá, eu me envolvo muito com as pessoas. Então, o marido fez uma proposta tentadora:
-Isso que vc ganha não paga nem a creche da Dafne, que tal eu te dar uma mesada para vc ficar em casa?!
- Demorou, respondi!
Foi o tempo mais perdido da minha vida...Durante sete anos não fiz nada para evoluir...Não que eu tenho detestado "cuidar do lar", ser "dona de casa", era bom, mas eu tinha um vazio....Mammys bem que me aconselhou estudar, mas eu detesto que mande em mim, nunca a escutei.
Quando a vaca foi pro brejo voltei a trabalhar por necessidade, mas fazer o quê, depois de tanto tempo parada? Vendas! Pensei... Sou desinibida, falo bastante...
Arrumei emprego como “auxiliar de vendas” numa metalúrgica, foi bom enquanto durou, trabalhei por um ano e enjoei do lugar que parecia a edícula do inferno, pois era uma metalúrgica que fabricava válvulas de ferro fundido. Aquela fornalha era a porta da casa da coisa ruim... Que calor, que sujeira... que chefe chato! Ai pensei...
-Quem sabe o comercio?! Fui ser “balconista” numa ótica, fui dispensada porque ficava mais experimentando os óculos da vitrine do que atendendo os clientes... Mas também trabalhar de sábado...Afff ninguém merece!
Voltei para o escritório, mas agora do jeitinho que eu queria... Numa multinacional como “Analista de Vendas” numa indústria de embalagens plásticas.
Sabe a tampa do Nescafé, do Nescau? Esse objeto insignificante que vai para o lixo reciclado me deu um baita trabalho (risos) Trabalhar nessa empresa era um sonho... Tudo informatizado, globalizado, tudo muito lindo, cursos, viagens, o salário mais bonito ainda, mas as cobras criadas nesse ambiente... Quase me levaram à loucura, eu ainda me contive, mas o meu celular foi para no meio do lago municipal.... Mas o que fazer nessa altura do campeonato?
Resolvi que queria ser professora, e voltei a estudar, depois de 20 anos.
Só que precisava pagar as contas, então não pude me atirar de cabeça num estágio, ou pegar aulas eventuais... Foi ai que travei:
-Fico com o salário certo, benefícios e carteira assinada da indústria S/Ae continuo uma frustada? Ou
-Arrisco ficar sem salário, mas disponível para pegar aulas sabe lá Deus quando e aonde, e busco a minha realização?
Se fosse lá trás, no tempo em que eu ganhava mesada do marido e tinha tempo livre, não teria dúvidas, mas hoje é outra história e outros tempos... Meu salário é fundamental para o bem estar da família.
A saída era aguardar pelos concursos. E como meu “Santo” é forte no mesmo ano que me formei abriram o concurso para professores municipais... Inscrevi-me, estudei e me classifiquei em 31ª. de 50 classificados.
E tô ai... Digo aqui, esperando minha vez. Para mais uma vez trocar de ares...
De tempos em tempos ligo para a Rh da prefeitura, última posição de efetivação estava no 10º. Colocado.
Nesse ínterim, troquei a indústria de plástico por papel. Bem mais light... Apesar de ter engordado barbaridade aqui....Hoje sou "Coordenadora de Vendas" numa fábrica de papel ...Tipo essa que aparece na novela das oitos...Só que coordeno os pedidos de papéis 100% reciclado.
Quando vocês comprarem pizza pense em mim... Aquele papel cinza chama-se Strong pode ter sido feito “aqui”, ou quando jogarem o saco do pãozinho fora, terá grande chances desse marrom, que se chama Kraft Mix, tenha passado por mim...Tem também o KBA, aquele branco do saquinho de pipoca. Viu, pelo menos quem leu até aqui “aprendeu” a nomenclatura comercial desses papéis. (risos)
Sou uma boa profissional, tenho um chefe bacana, e colegas “legais”, aqui ninguém grita, ou puxa o tapete do outro. Não tem cara feia (só às vezes) ...Só que ainda não é isso que eu quero. Como diz meu marido... Uma eterna insatisfeita.
Ainda não sei o que vou ser quando crescer: Professora, Novelista, Guia de Turismo, Psicóloga, Nutricionista, Pastora, Chef de Restaurante, Jornalista, Gerente de Hotel, Empresária, Pedagoga, Dona de barraca água de coco na praia...Eu só sei que escrever me faz muito bem, e ao fim dessa postagem posso dizer que desabafar assim e aqui é melhor que fazer terapia.
E para homenagear a Mi, que me deu uma baita luz do fim do túnel, e ao amor que tenho por escrever no blog , termino com uma frase de Clarice Lispector, que foi tema do nosso trabalho na faculdade, muito legal criado por mim, Michelle, Gleice, e Érica... As “meninas” do fundão (risos) .
“Eu escrevo para ajudar as pessoas”... Provavelmente, eu mesma! - C.L
Caminhada - Firme
Chá verde – bambeando
RA - mole
Água - Pra lá de firme, também nesse calor!!
E me comprometo diante desta tela que serei mais lady semana que vem...Vai dar trabalho, mas vou conseguir. (risos)
Tati Diadema- Não consigo acessar seu blog.
Anônima- Saudades.
Prima - Saudades também.
Mano - Sua irmã fala (escreve) , não?!
Beijos